O governo dos Estados Unidos busca aumentar o acesso a empresas do país na exploração de minerais críticos no Brasil. São materiais que servem para a produção de aparelhos eletrônicos e baterias que terão demanda crescente nas próximas décadas.
A lista desses materiais inclui lítio, nióbio, cobalto e outros mais comuns, como o cobre.
Um dos itens do esforço do governo de Donald Trump (Partido Republicano) é realizar o Fórum de Minerais Críticos na 4ª feira (18.mar.2026) na sede da Amcham (Câmara Americana de Comércio para o Brasil), em São Paulo.
Será o maior evento sobre o tema do governo norte-americano na América Latina em 2026. Foram convidados representantes do governo brasileiro. Os organizadores do evento não informaram quem confirmou presença.
A expectativa do administração Trump é que o governo brasileiro dê sinais claros de que está disposto a negociar regras conjuntas na área.
ACESSO PREFERENCIAL
Os EUA querem estabelecer um acordo que dê às empresas do país acesso preferencial à exploração das reservas de minerais críticos. Os itens em discussão incluem a simplificação de processos de licenciamento e apoio dos 2 governos para a exploração.
O estabelecimento de preços mínimos de compra é uma das possibilidades apresentadas pelo governo dos EUA. É uma garantia que poderia favorecer investimentos.
O Brasil tem a 2ª maior reserva global de terras raras, um conjunto de 17 elementos químicos essencial para equipamentos eletrônicos. As reservas brasileiras ficam atrás só da China. Os EUA pretendem reduzir a dependência do país asiático no setor.
A DFC (U.S. International Development Finance Corporation) e o Export-Import Bank dos EUA, do governo dos EUA, têm planos de oferecer US$ 600 milhões em financiamento para projetos de minerais críticos já iniciados no Brasil.
A avaliação do governo dos EUA é que o Brasil já tem um ambiente regulatório avançado e operações de mineração que estão entre as mais significativas. A ideia é simplificar as regras existentes para favorecer investimentos.