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Janja compartilha post contra decisão que absolveu acusado de estupro

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A primeira-dama Janja Lula da Silva compartilhou neste sábado (21.fev.2026), em sua conta oficial no Instagram, um post com críticas à decisão do TJ-MG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais), que absolveu um homem de 35 anos acusado de estupro de vulnerável. O réu havia sido condenado em 1ª instância por manter relação sexual com uma menina de 12 anos, com quem posteriormente passou a viver em união estável e teve uma filha.

“Criança é criança. Criança não é esposa. Estuprador não é marido. Pedofilia é crime hediondo”, diz a mensagem publicada originalmente pelo cartunista Daniel Pxeira.

Eis a publicação:

O julgamento que resultou na absolvição do réu foi realizado em 11 de fevereiro e teve o desembargador Magid Nauef Láuar como relator. A corte fundamentou a absolvição na existência de “formação de família” na relação e aplicou a técnica de distinguishing para se afastar da jurisprudência consolidada do STJ, que classifica esse tipo de união como violência em casos de estupro de vulnerável envolvendo menores de 14 anos.

Os magistrados reconheceram que ato libidinoso com menor de 14 anos configura estupro de vulnerável, mas destacaram a necessidade de analisar o contexto antes da aplicação da pena. A tese adotada estabeleceu que “a presunção absoluta de violência pode ser afastada, em caráter excepcional, quando comprovado que a relação foi consensual, estável, com apoio familiar e resultou na formação de núcleo familiar, ausente qualquer evidência de coação, dominação ou exploração da vítima”.

O relator afirmou que a possível vítima, ao atingir a maioridade, empenhou-se deliberadamente em assegurar a permanência do réu em sua vida e na de seus filhos. O colegiado concluiu pela “inexistência de lesão material relevante à dignidade sexual da vítima”.

O tribunal afirmou que seria “inadequada e desnecessária a incidência da norma penal”. O desembargador Walner Barbosa Milward de Azevedo seguiu o voto do relator, formando maioria nesse entendimento.

Houve divergência. A desembargadora Kárin Emmerich foi voto vencido, criticou a absolvição e afirmou que os fundamentos reproduzem “padrão patriarcal e sexista”. Destacou que o julgamento recaiu sobre a vítima, valorizando seu consentimento, e lembrou que menores de 14 anos têm proteção legal absoluta contra iniciação sexual precoce.

CONGRESSISTAS CRITICAM DECISÃO

Nikolas Ferreira (PL-MG), deputado federal, publicou um vídeo no Instagram em que disse que a lei é objetiva e que o homem deveria ter sido punido. A deputada federal Duda Salabert (PDT-MG) afirmou que a decisão é “inaceitável”.

A congressista disse que denunciará o caso à Comissão Interamericana de Direitos Humanos.

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