Os contratos futuros do barril de petróleo do tipo Brent atingiram a máxima de US$ 114,35 neste domingo (22.mar.2026). A alta se dá em meio ao ultimato do presidente norte-americano, Donald Trump (Partido Republicano), ao Irã e de declarações de autoridades iranianas.
No sábado (21.mar), o presidente norte-americano, Donald Trump (Partido Republicano), usou seu perfil na Truth Social para ameaçar o Irã. Disse que, se o estreito de Ormuz não for reaberto em 48 horas, os militares norte-americanos destruirão as usinas de energia do país.
O presidente do parlamento do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou neste domingo (22.mar.2026), em postagem no X, que a infraestrutura crítica, energética e petrolífera do Oriente Médio será considerada “alvo legítimo e destruída irreversivelmente” se as usinas de energia e a infraestrutura do Irã forem alvos dos Estados Unidos.
O estreito de Ormuz é vital para o comércio global do petróleo. Por lá passa cerca de 1/4 da produção total da commodity. O bloqueio promovido pelo Irã é uma retaliação aos ataques dos EUA e de Israel contra o país, iniciados em 28 de fevereiro de 2026. Os bombardeios mataram o então líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei.
Como forma de conter os preços, que passam de US$ 100 o barril, Trump anunciou na 6ª feira (20.mar) a suspensão das sanções ao petróleo do Irã. Em seu perfil no X, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse que a medida é temporária e que vale só para o petróleo que já está em trânsito, não para novas compras.
ESCALADA NA TENSÃO
O ataque dos EUA ao Irã foi realizado depois de semanas de tensão entre os 2 países. Em 19 de fevereiro, Trump afirmou que, em até 10 dias, saberia se deveria dar “um passo adiante” em relação a um ataque contra o país persa.
Depois, o republicano declarou que todos, incluindo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Dan Caine, consideram que uma eventual guerra contra o Irã resultaria em uma “vitória fácil” dos norte-americanos.
No discurso do Estado da União, na 3ª feira (24.fev), Trump disse que os EUA ainda não tinham ouvido o Irã pronunciar “aquelas palavras mágicas: ‘nunca teremos uma arma nuclear’”. No pronunciamento, o presidente norte-americano afirmou que o regime persa “já desenvolveu mísseis que podem ameaçar a Europa e as nossas bases no exterior, e está trabalhando para construir mísseis que, em breve, chegarão aos EUA”.
As declarações de Trump foram feitas enquanto o país realizava conversas diplomáticas com o Irã, que não resultaram em acordo.
Uma autoridade sênior do Irã disse à Reuters que o país estaria disposto a fazer concessões aos EUA se os norte-americanos reconhecessem o seu direito de enriquecer urânio para fins pacíficos e suspendessem as sanções econômicas.
Leia mais sobre o ataque de Israel e dos EUA ao Irã:
- Israel diz ter matado chefe de segurança nacional do Irã
- Irã ameaça ampliar guerra se houver intervenção de outros países
- Aliado de Trump ameaça tirar licenças de TVs por cobertura do Irã
- Irã diz que estreito de Ormuz está aberto, menos para EUA e Israel
- Deputados dos EUA elaboram lei após apostas na morte de Khamenei
- Trump ameaça Irã após relatos de minas no estreito de Ormuz
- Conflito de Israel contra o Irã ainda não terminou, diz Netanyahu
- Irã aceita cessar-fogo se proposta vier dos EUA, diz embaixador
- Guerra no Oriente Médio matou 192 crianças, diz Unicef
- Ofensiva contra o Irã já custou US$ 3,7 bi aos EUA, diz estudo
- Sri Lanka assume controle de navio do Irã após ataque dos EUA
- Filho de Ali Khamenei é eleito novo líder supremo do Irã
- EUA e Israel atacam prédio onde aiatolás escolheriam sucessor de Khamenei