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PT quer comparar Lula e Bolsonaro, mas presidente diz que isso não basta

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, nesta 6ª feira (24.abr.2026), que a estratégia do governo para a eleição passa por comparar o próprio legado com o dos adversários. A declaração foi dada em vídeo enviado ao 8º Congresso Nacional do PT, em Brasília.

“Quem está no governo, tem que ter como grande arma para ganhar as eleições mostrar o que fez”, afirmou. Em seguida, o petista disse que o resultado dependerá da “capacidade de convencimento” do eleitorado. Essa foi a 1ª aparição de Lula depois de ter passado por 2 procedimentos médicos em São Paulo. A lesão que o petista, 80 anos, tinha em seu couro cabeludo era um carcinoma (câncer) basocelular.

Assista (5min13s):

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, endossou esse ponto de vista. Disse em discurso ser necessário estabelecer um comparativo entre os governos de Jair Bolsonaro (PL) e de Lula. “Temos que comparar o Brasil de reconstrução, do presidente Lula, do Brasil da destruição, da família Bolsonaro. Essa comparação precisa ser feita”, declarou em discurso de abertura no congresso.

Edinho voltou a carimbar como “ultradireita” e “fascista” o bolsonarismo, que tem senador Flávio Bolsonaro (PL) como pré-candidato à Presidência nas eleições deste ano.

“Lideranças fascistas do Brasil têm nome e sobrenome. E nós temos de dizer isso ao povo brasileiro a todo momento. Essa é a nossa responsabilidade”, disse.

Segundo o dirigente petista, o pleito em 2026 “não é uma disputa eleitoral, é uma disputa de futuro do Brasil”.  Edinho disse ainda que Lula encontrou o país “quebrado” ao fim da administração de Jair Bolsonaro.

Paulo Okamotto declarou a jornalistas no evento que a estratégia passa por “comparar o que nós estamos fazendo com uma proposta do que o outro vai fazer”. No fim de 2025, deixou o comando da Fundação Perseu Abramo, instituto de estudos políticos ligado ao PT. Agora, é coordenador de comitês populares e redes sociais da campanha de Lula.

Ele afirmou que o PT deve dar destaque às suas ações e cobrar dos adversários explicações sobre seus planos. Ao tratar do embate eleitoral, afirmou que a comparação deve se dar pelo histórico: “Vamos comparar o que esse cara [Flávio Bolsonaro] fez em 24 anos com o que nós fizemos”, em referência à trajetória dos oponentes.

Segundo ele, porém, o foco principal não deve ser o ataque direto, mas a apresentação do próprio projeto. “O mais importante é falar de nós, o que somos, o que queremos, o que pensamos, o que vamos fazer”, declarou.

O 8º Congresso Nacional do PT

O Partido dos Trabalhadores realiza seu 8º Congresso Nacional entre esta 6ª feira (24.abr) e domingo (26.abr), no Complexo Brasil 21, em Brasília. O evento reúne cerca de 600 representantes e discute a conjuntura política, a tática eleitoral para 2026 e o papel do Brasil no mundo. Leia a íntegra (PDF – 99 kB) da programação.

Há a defesa de uma reforma do Judiciário e de mudanças nas Forças Armadas. O evento colocará em discussão essas e outras propostas.

A abertura começou esvaziada e o plenário só ganhou volume por volta das 20h. A baixa presença de jovens também foi notada. Estavam entre os presentes:

  • Edinho Silva (presidente nacional do PT);
  • Jilmar Tatto (vice-presidente nacional do PT e deputado federal por SP);
  • José Guimarães (líder do PT na Câmara dos Deputados);
  • Humberto Costa (senador pelo PT-PE e 2º vice-presidente do Senado);
  • Zeca Dirceu (deputado federal pelo PT-PR);
  • Pedro Uczai (líder do PT na Câmara dos Deputados e deputado federal por SC);
  • Geraldo Alckmin (vice-presidente da República);
  • Paulo Okamotto (ex-presidente da Fundação Perseu Abramo e um dos coordenadores da campanha de Lula);
  • Carlos Lupi (ex-ministro da Previdência Social e presidente do PDT);
  • José Dirceu (ex-ministro da Casa Civil);
  • Márcia Lopes (ministra das Mulheres).

O presidente Lula não esteve na abertura. Ele realizou dois procedimentos médicos no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, e deve participar do encerramento no domingo.

A sigla completou 46 anos de fundação em 10 de fevereiro. Diz querer “reforçar suas raízes e ampliar os debates sobre o futuro”.

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