Deputados da base de apoio do governo e um ministro de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticaram, nesta 5ª feira (28.mai.2026), Flávio Bolsonaro (PL) depois de os Estados Unidos anunciarem que vão classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como “terroristas”. A medida foi divulgada 1 dia depois do encontro do senador e pré-candidato à Presidência com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.
Os políticos de esquerda, assim como os políticos de direita, estão associando a decisão norte-americana à viagem do pré-candidato à Presidência pelo PL.
O ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos (Psol-SP), questionou se os Estados Unidos vão incluir a milícia do Rio de Janeiro, que são grupos criminosos formados por ex-policiais e outros agentes de segurança pública, segundo ele, ligados à família de Jair Bolsonaro (PL).
“Será que os EUA também vão classificar como terrorista a milícia do Rio de Janeiro ligada aos Bolsonaros?”, disse Boulos ao Poder360.
Manifestações contra Flávio
Lindbergh Farias (PT-RJ), deputado federal e ex-líder da bancada petista da Câmara, disse que Flávio e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) são “irresponsáveis”.
O deputado federal, Paulo Teixeira (PT-SP), afirmou que Flávio e Eduardo Bolsonaro “foram de novo apelar” aos Estados Unidos para apoiar uma medida que “dificulta” o Brasil.
Ivan Valente (Psol-SP), deputado federal, disse que a decisão dos EUA representa interferência na soberania nacional e criticou a atuação da família Bolsonaro.