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Israel diz que árbitro da Fifa e 11 jogadores eram “terroristas”

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As FDI (Forças de Defesa de Israel) afirmaram nesta 4ª feira (22.jul.2026) que 12 integrantes do futebol da Faixa de Gaza mortos em confronto atuavam como integrantes ativos dos braços armados do Hamas e da Jihad Islâmica.

Segundo o porta-voz Rafael Rozenszajn, a divulgação de documentos e fotos busca responder a críticas de que alvos civis teriam sido atingidos intencionalmente. Israel afirma que a identidade de combate desses indivíduos foi omitida por veículos de imprensa internacionais.

De acordo com as FDI, os dados foram reunidos por meio de inteligência militar e de publicações das próprias organizações que homenagearam os mortos como comandantes. 

A instituição cita como exemplo publicações das próprias alas armadas dos grupos palestinos que homenagearam os mortos com patentes de comando. É o caso do zagueiro Ahmed Abu al-Atta, cuja imagem foi divulgada pela Jihad Islâmica como comandante de pelotão meses depois de sua morte.

“O padrão que vimos repetidamente ao longo desta guerra é o mesmo: indivíduos com dupla função, uma pública e civil, outra oculta e operacional, são apresentados ao mundo apenas pela primeira. Quando divulgamos as evidências, cumprimos um dever de transparência com a opinião pública e com as famílias das vítimas do Hamas e outros grupos terroristas”, afirmou Rozenszajn.

Segundo o Instituto de Estudos da Palestina, até 2 de fevereiro de 2026, 1007 atletas do país foram mortos durante a guerra.

Eis a lista dos 12 nomes divulgados pelas FDI e as atribuições dadas por Israel:

  • Mohammed Barakat (jogador): segundo Israel, atuou pela seleção palestina e era integrante da Jihad Islâmica, tendo participado dos ataques de 7 de outubro de 2023;
  • Mahmoud al-Rifi (jogador): capitão do Al-Jalaa e apontado pelas FDI como comandante de companhia no dispositivo aéreo do Hamas;
  • Mohammed Mansour (jogador e treinador): preparador físico infantil apontado por Israel como vice-comandante de 1 batalhão do Hamas em Nuseirat;
  • Ahmed Abu al-Atta (jogador): zagueiro com passagens por clubes de Gaza e identificado pelas FDI como comandante de pelotão da Jihad Islâmica;
  • Abdullah Khattab (jogador): ex-atleta do Al-Ribat que, segundo o levantamento, integrava o dispositivo antitanque da Jihad Islâmica;
  • Mohammed Sami Khattab (árbitro da Fifa): juiz assistente internacional apontado por Israel como integrante da Brigada dos Campos Centrais da Jihad Islâmica;
  • Ali al-Kurd (jogador e treinador): técnico certificado pela AFC e identificado pelas FDI como comandante de pelotão da Jihad Islâmica em Rafah;
  • Mohammad Hassouna (jogador): capitão do Shabab Al-Zawaida e, segundo Israel, integrante do Hamas que participou da ação de 7 de outubro;
  • Tariq Al-Hour (jogador): meio-campista apontado pelas FDI como integrante do braço armado do Hamas;
  • Mohammed Al-Hour (jogador): ex-atleta da seleção de futebol de praia e apontado por Israel como comandante de pelotão do Hamas em Nuseirat;
  • Mahmoud al-Jazzar (goleiro): ex-jogador do Khadamat Rafah e identificado pelo Exército israelense como operativo de combate da Jihad Islâmica;
  • Mohammad Al-Hawajri (jogador): era comandante de combate no Batalhão de Nuseirat do Hamas.

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