A declaração do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, de que chegou atrasado à sessão desta 3ª feira (15.set.2026) porque estava “decretando prisão de gente” colocou Brasília em atenção e acendeu o alerta entre advogados. A declaração foi feita durante julgamento relacionado ao ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, fundador do Master.
A preocupação vem dos casos sob a relatoria de Dino: ele é relator das investigações sobre o filme “Dark Horse” e do caso de desvios de emendas que tem como alvo o deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP). Dino também é relator de um dos inquéritos contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, por tráfico de influência.
Assista ao vídeo de Dino (36s):
A fala surgiu em um momento de descontração com o presidente da Corte, Edson Fachin, quando ambos comentavam o volume de trabalho dos últimos dias.
Dino aproveitou o contexto para perguntar se Fachin havia visto um vídeo do humorista Fábio Porchat. “Vossa Excelência viu o vídeo do Fábio Porchat? É um vídeo muito bom porque nós estamos parecidos. Eu cheguei atrasado porque eu estava decretando prisão de gente, porque é tanta petição, presidente”, disse Dino.
O ministro explicou o sentido da referência: “É um vídeo sobre jornalistas que se aplica aos juízes do tribunal”. Fachin respondeu que também não havia tido tempo para assistir. “Eu não tive tempo, eu estou vendo os ofícios que chegaram e eles são hemorrágicos”, afirmou o presidente do STF.
O vídeo de Porchat
O vídeo mencionado por Dino foi publicado no último sábado (12.set). Nele, Porchat aparece de pijama, deitado na cama, e finge falar em nome dos jornalistas para pedir uma trégua nas novidades divulgadas fora do horário comercial, em meio aos novos desdobramentos do caso Master.
“Pelo amor de Deus, faça alguma coisa para impedir o STF dessas barbaridades. Eu sei que vocês não estão acostumados a trabalhar no horário comercial, mas ninguém aguenta mais quebra de sigilo às 23h”, diz Porchat no vídeo.
Assista ao vídeo (2min28s):