O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta 4ª feira (16.set.2026) que está tentando ajudar o Corinthians a resolver sua dívida com a Caixa Econômica Federal. A declaração foi feita durante participação no podcast “Desce a Letra”.
Corintiano, Lula disse ter sugerido ao presidente da Caixa uma operação envolvendo o antigo estádio Parque São Jorge, conhecido como Fazendinha, para quitar o débito do clube paulista. A proposta engloba um convênio com o setor imobiliário para vender o espaço e usar os recursos para abater a dívida.
O presidente atribuiu a situação financeira do Corinthians aos juros. Segundo ele, o clube para o qual torce tomou R$ 400 milhões emprestados para construir a Neo Química Arena, já pagou R$ 1,75 bilhão e ainda deve mais de R$ 600 milhões à Caixa.
“Eu estou preocupado com o Corinthians. Esses dias eu estava falando com a Caixa. Sabia que o Corinthians pegou R$ 400 milhões emprestados para fazer o estádio. Já pagou R$ 1,75 bilhão e ainda deve R$ 600 milhões. Eu falei para o cara da Caixa: ‘Que loucura é essa? Eu peguei R$ 400 [milhões], paguei R$ 1 bilhão e ainda devo R$ 600 [milhões]’. É por conta dos juros. Eu estou tentando ajudar o Corinthians”, declarou Lula.
“Agora eu falei para o presidente da Caixa propor ao Corinthians uma coisa nova. Pegar a Fazendinha, o velho Parque São Jorge, faz um convênio com o setor imobiliário e vende aquilo para pagar a dívida. Faz um crédito imobiliário daquele para pagar a dívida. Para que ficar com aquela Fazendinha lá paralisada? Vende aquilo e paga o estádio para o Corinthians poder comprar um jogador. Eu não aguento mais, cara”, afirmou o presidente.
Esta não é a 1ª vez que Lula tenta interceder pelo time. Em agosto, em entrevista à Record, o petista disse que sugeriu à Caixa a criação de um Desenrola –programa de renegociação de dívidas– voltado a clubes de futebol.
O Ministério Público de São Paulo abriu em 1º de setembro um procedimento para cobranças indevidas da Caixa na dívida do financiamento com o Corinthians. A representação que motivou a apuração indica possível divergência de R$ 255,75 milhões nos cálculos do débito, segundo informações do ge. Leia mais detalhes nesta reportagem.