O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), exonerou 11 chefes de secretarias estaduais nesta 6ª feira (20.mar.2026). Os secretários deixaram seus cargos para concorrer a postos eletivos no pleito de outubro.
A decisão é feita num momento em que há expectativa de que o próprio Castro renuncie ao cargo na 2ª feira (23.mar.2026), segundo noticiado pelo g1. A renúncia pode ser feita caso o julgamento no Tribunal Superior Eleitoral avance no sentido da cassação de seu mandato.
Foram exonerados os seguintes secretários:
- ex-vereador Alexandre Isquierdo (União Brasil), da pasta de Envelhecimento Saudável;
- deputado estadual Anderson Moraes (PL), de Ciência e Tecnologia;
- ex-deputado estadual Bernardo Rossi (Solidariedade), de Ambiente e Sustentabilidade;
- deputado estadual Bruno Dauaire (União), de Habitação de Interesse Social;
- deputado estadual Douglas Ruas (PL), de Cidades;
- Felipe Curi, da Polícia Civil;
- deputado estadual (PP), de Turismo;
- ex-deputado estadual Luiz Martins, de Trabalho e Renda;
- deputada federal Rosangela Gomes (Republicanos), de Desenvolvimento Social;
- Uruan Cintra de Andrade, de Infraestrutura e Obras Públicas;
- deputado federal Vinícius Farah (União), de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços.
Julgamento de Castro
No TSE, o placar do julgamento que pode levar à cassação do mandato de Castro está em 2 a 0 pela condenação. O ministro Nunes Marques pediu vista do processo. A retomada do julgamento está marcada para 24 de março.
As ações julgadas pelo TSE investigam suspeitas de abuso de poder político e econômico durante as eleições de 2022 no Rio de Janeiro. O caso envolve contratações temporárias feitas pelo governo estadual por meio da Ceperj (Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos) e da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro).
Segundo o MPF (Ministério Público Eleitoral), parte dessas contratações foi usada para favorecer politicamente a campanha de reeleição de Castro. O processo chegou ao TSE depois de o TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro) absolver Castro em 2024. As suspeitas começaram em 2022, durante a campanha eleitoral. Eis a íntegra (PDF – 2,2 MB) da denúncia.