Um dos carros alegóricos da Acadêmicos de Niterói exibiu, na noite deste domingo (15.fev.2026), a posse de Dilma Rousseff (PT) e, na sequência, um boneco representando Michel Temer (MDB) tomando a faixa presidencial.
A cena integrou o desfile que homenageia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Carnaval de 2026. A escola levou à Marquês de Sapucaí o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”.
Dilma sofreu impeachment em 2016, ao fim de um processo aprovado pelo Congresso Nacional. À época, Temer, então vice-presidente, assumiu o comando do Executivo e permaneceu no cargo até 2018.
A alegoria compõe o setor que aborda episódios políticos recentes e momentos de crise institucional. A Acadêmicos estreia neste ano no Grupo Especial do Rio de Janeiro.
Assista (19s):
🎽 Desfile pró-Lula mostra Temer tomando faixa de Dilma
💃 Um dos carros alegóricos da Acadêmicos de Niterói mostrou a posse de Dilma Rousseff e, na sequência, um boneco representando Michel Temer tomando a faixa presidencial. A escola de samba homenageia a história de Lula na… pic.twitter.com/aC6xjK2K1Y
— Poder360 (@Poder360) February 16, 2026
LULA NA SAPUCAÍ
A Acadêmicos de Niterói estreia no Grupo Especial do Carnaval do Rio com um samba-enredo sobre Lula: “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”.
O mulungu é uma árvore nativa do Brasil, encontrada principalmente na Caatinga e na Mata Atlântica. Seu nome científico é Erythrina velutina. Pode atingir até 15 metros de altura. A planta produz flores vermelhas de agosto a janeiro, período em que fica sem folhas. A origem do nome vem do tupi “mussungú” ou “muzungú”, com possíveis raízes etimológicas africanas relacionadas ao significado de “pandeiro”.
Fundada em 2018, a escola participou de só 3 carnavais antes de vencer a Série Ouro (antigo Grupo de Acesso), em 2025, e ser alçada ao grupo de elite do carnaval do Rio. Competirá com agremiações tradicionais do Rio de Janeiro, como Mangueira, Portela e Salgueiro.
Alex Ferro/Riotur – 31.jan.2026
Na imagem, ensaio técnico da Acadêmicos de Niterói em 31 de janeiro de 2026
A oposição criticou:
- Novo – o partido entrou com uma representação no TCU para pedir que a Acadêmicos de Niterói não recebesse o repasse de R$ 1 milhão da Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo). A área técnica da Corte de Contas se manifestou a favor de barrar os recursos. A decisão final coube ao relator do caso, Aroldo Cedraz, que negou o pedido para suspender o repasse;
- Damares Alves e Kim Kataguiri – a senadora (Republicanos-DF) e o deputado federal (União Brasil-SP) moveram ações contra o presidente por causa do enredo da agremiação. Ambas foram rejeitadas pela Justiça Federal;
- Novo e Kim Kataguiri – ingressaram com um pedido de proibição do desfile. A liminar foi negada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A Corte acompanhou o voto da relatora, Estella Aranha, que foi indicada por Lula ao cargo.
A escolha do enredo não foi a única controvérsia protagonizada pela agremiação fluminense. O Poder360 mostrou, em 5 de fevereiro, que o presidente da escola, Wallace Palhares, foi demitido do cargo de assistente da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro).
Ouça o samba-enredo da Acadêmicos de Niterói (6min30s):
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