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‘Ele deu meu cachorro’, diz suspeito de mandar matar veterinário no AM.

Homem disse que se vingou porque médico teria sumido com cão há um ano.
Ele e três suspeitos de execução foram presos; um homem está foragido.

 

Dorval se emocionou ao comentar morte de veterinário. 'Não queria matar, só deixá-lo em uma cadeira de rodas', disse. (Foto: Camila Henriques/G1 AM)Dorval se emocionou ao comentar morte de veterinário. “Não queria matar, só deixá-lo em uma cadeira de rodas”, disse. (Foto: Camila Henriques)

Quatro pessoas foram presas, nesta terça-feira (26) em Manaus, suspeitas no envolvimento no assassinato do veterinário Fernando Augusto de Souza Moura 63 anos encontrado morto em uma área de igapó no Rio Negro. O mandante do crime, Dorval Vieira Rodrigues, de 82 anos, disse que encomendou o crime por vingança. “Ele deu meu cachorro”, afirmou o suspeito na manhã desta quarta-feira (27) ao G1. A Secretaria de Segurança Pública afirmou que Rodrigues é ex-policial Civil. Um homem de 29 anos que teria participado da execução do médico está foragido.

Fernando Augusto de Souza Moura sumiu no sábado (Foto: Arquivo Pessoal/Família)
Fernando Augusto de Souza Moura sumiu no
sábado (Foto: Arquivo Pessoal/Família)

O veterinário estava desaparecido desde sábado (23), após ter saído de casa para fazer atendimento domiciliar. Familiares afirmam que ele recebeu uma ligação para realizar o serviço próximo à Orla do Amarelinho, no bairro Educandos, na Zona Sul, e não retornou. O carro dele foi localizado, no domingo, pelo filho sem sinais de violação.

Segundo as investigações, o veterinário chegou à Orla do Amarelinho às 15h21 e entrou em um bote. A polícia informou ainda que um dos suspeitos efetuou um disparo na nuca da vítima. O corpo do veterinário foi jogado no rio em seguida.

Três dias depois o corpo foi localizado pelo Corpo de Bombeiros. Em depoimento na delegacia, o mandante do crime disse que planejou a emboscada e contratou os outros envolvidos para abordarem a vítima. Rodrigues relatou que contratou o serviço afirmando que o atendimento seria realizado em uma comunidade situada do outro lado do Rio Negro.

O suspeito contou, em depoimento, que o cachorro de estimação dele teria sido doado, pela companheira – que não teve o nome divulgado – ao veterinário, após ela ter sido atacada pelo animal. Rodrigues relatou ainda que tentou reaver o animal. No entanto, o veterinário teria doado o cão para uma família no interior. “Andei de ramal em ramal e busca do cachorro. Faz muita falta, era como um filho. Me doeu muito, tinha esse cachorro há oito anos”, disse.

Ainda segundo o depoimento, o plano era deixar a vítima sem os movimentos das pernas para vingar a doação do animal. “Paguei para ele [homem conhecido como Zé Canoeiro] fazer o serviço. Queria deixar ele [vítima] numa cadeira de rodas para ele sentir essa dor e nunca mais debochar dos outros. Nunca quis matar ele. Agora que ele morreu e não diminuiu a dor pela sumiço do cachorro”, afirmou.

O secretário de Segurança Pública, Thomas Vasconcelos, informou que os suspeitos foram identificados após as investigações iniciadas na segunda-feira (25), e que a polícia faz busca pelo quinto suspeito de integrar o grupo. O secretário de Inteligência disse ainda que equipes tentam localizar a arma utilizada no crime. O dinheiro usado para contrarar os criminosos não foi recuperado.

Dois dos presos, de 40 e 44 anos, não quiseram falar com a impresa. José Bernado de Oliveira, Zé Canoeiro, de 61 anos, confessou ter atirado contra a vítima. Ele disse  estar arrependido pelo crime.  “Acabei com a minha vida. Me arrependo demais”, declarou.

Suspeitos foram presos na terça-feira (26). Um homem ainda está foragido. (Foto: Camila Henriques/G1 AM)Zé Canoeiro [à esquerda] disse ter atirado contra o veterinário (Foto: Camila Henriques)

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