O diretório do MDB em Santa Catarina rompeu nesta 3ª feira (27.jan.2026) com o governador Jorginho Mello (PL). Um dos motivos foi a quebra de um acordo para a disputa ao Senado no Estado e a composição da chapa para as eleições de outubro.
Em nota, o MDB afirmou que “iniciará um projeto próprio” para as eleições estaduais e convocou partidos alinhados ideologicamente a compor uma coligação para disputar o pleito em outubro. Além disso, a sigla orientou que filiados que ocupam cargos no governo estadual deixem suas funções.
O estopim foi o anúncio, na 5ª feira (22.jan), do prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo) para vice. Jorginho havia assegurado ao MDB a vaga na chapa de reeleição. O movimento foi lido pelos emedebistas como uma “traição política” e uma concessão à ala mais ideológica do PL.
O Centrão no Estado já estava rachado desde que, em outubro de 2025, o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) transferiu seu domicílio eleitoral e anunciou sua pré-candidatura ao Senado pelo Estado. O filho de Jair Bolsonaro (PL) recebeu apoio de Jorginho Mello.
O problema é que os principais nomes ao Senado até a chegada de Carlos eram a deputada federal Caroline De Toni (PL) —apoiada pelo partido de Bolsonaro– e o atual senador Esperidião Amin (PP), indicado pelo Centrão catarinense. O desenho atual deve ser com De Toni e Carlos numa chapa puro-sangue do PL por Santa Catarina. Nesse modelo, o senador do PP seria escanteado.
A 3ª cadeira hoje também pertence ao PL. É ocupada pelo carioca Jorge Seif (PL-SC), eleito em 2022, com mandato até 2030.