O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico manteve, para 2027, os parâmetros de aversão ao risco do CVaR (Conditional Value at Risk, na sigla em inglês) adotados em 2026. A decisão foi tomada na 319ª reunião ordinária do órgão, realizada nesta 4ª feira (10.jun.2026), no Ministério de Minas e Energia.
A definição havia sido adiada, em maio, para que o comitê pudesse incorporar aos estudos os resultados do Leilão de Reserva de Capacidade de 2026.
O CVaR é um parâmetro estatístico utilizado nos modelos computacionais do setor elétrico para medir o risco de escassez de energia.
Foram mantidos os parâmetros CVaR (15,40) para os modelos de operação e formação de preços do Newave Híbrido. Para os processos de planejamento da expansão e cálculo da garantia física do Newave REE, o parâmetro preservado foi CVaR (25,35).
O CVaR influencia o Preço de Liquidação de Diferenças, referência usada no mercado de curto prazo de energia. Quanto mais conservador o parâmetro, maior tende a ser o PLD. Uma redução desse parâmetro de risco poderia representar uma queda nos preços da energia elétrica e favorecer, a princípio, quem consome.
MANUTENÇÃO GERA ESTABILIDADE
Segundo o CMSE, os parâmetros atuais têm apresentado aderência à realidade operacional do sistema elétrico e contribuído para uma formação de preços mais compatível com as condições efetivas de operação. O comitê afirma ainda que a manutenção da metodologia reduz a necessidade de intervenções extraordinárias para garantir o abastecimento energético.
A manutenção desses parâmetros faz com que as geradoras hidrelétricas sejam favorecidas pela estabilidade dos custos e valores.
Além disso, o parâmetro mede o quanto o sistema aceita correr riscos hidrológicos. O modelo não usa apenas o cenário médio de chuvas. Ele atribui peso extra aos cenários mais adversos. Isso leva o modelo a agir de forma mais conservadora, com maior retenção de água nos reservatórios do que teria se considerasse apenas a média histórica.