O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cometeu mais um lapso ao falar sobre as eleições de 2026. Declarou: “Eu não tenho certeza de que nós vamos ganhar as eleições deste país”, quando queria dizer ter certeza da vitória no pleito. A declaração foi feita na Convenção do PT no Ceará, que oficializou a candidatura de Elmano de Freitas ao governo do Estado. O evento foi realizado no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza, nesta 6ª feira (31.jul.2026).
Esta é mais uma das declarações controversas, gafes ou erros cometidos por Lula ao longo do 3º mandato. Caso seja reeleito para uma 4ª gestão –feito inédito na história do Brasil–, Lula finalizará o mandato com 85 anos.
Eis a fala do presidente:
“Eu acho que cabe aos companheiros que são candidatos aqui ter todas as informações das coisas que aconteceram no Brasil, no Nordeste e no Ceará. Eu tenho certeza que, na hora que vocês tiverem o conhecimento das coisas que aconteceram nesses 4 anos no Brasil, eu não tenho certeza de que nós vamos ganhar as eleições deste país. É uma disputa entre a verdade e a mentira, entre a obra e a ilusão.”
Mais cedo no mesmo dia, o presidente já havia dado uma declaração que pode ser considerada ofensiva: disse que os cearenses têm “a cabeça grande pela quantidade de inteligência que têm”.
Eis algumas outras falas controversas do presidente:
Em fevereiro de 2026, trocou Lula trocou o nome da primeira-dama Janja Lula da Silva pelo nome de Marisa Letícia (1950-2017) (vídeo), que foi sua mulher de 1974 a 2017. Também em fevereiro, confundiu-se e referiu-se à ex-presidente Dilma Rousseff (PT) como sendo a ex-deputada federal Irma Passoni.
Em 28 de junho, quando Lula esteve em Santa Catarina, disse que não é possível “permitir que prevaleça em Santa Catarina o racismo”. Lula ainda declarou que não se pode permitir “essa ideia da hegemonia branca sobre o restante do país”.
Em ida ao G7, chegou a declarar que “nunca foi esquerdista”. O petista teve a fala captada por um microfone aberto enquanto conversava com a chefe do FMI, Kristalina Georgieva, e o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz.
Um dos casos que mais resultou em críticas da oposição foi quando afirmou, em maio, estar “muito triste” pela decisão dos Estados Unidos de classificarem PCC e Comando Vermelho como “terroristas”. A fala virou munição para adversários. O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ironizou declarações do petista em 23 de junho: “Suspeito que Lula está ficando meio Biden”.