A Federação Paulista de Futebol registrou recorde de repasses diretos aos clubes filiados em 2025. O investimento saltou de R$ 27,5 milhões em 2024 para R$ 45,6 milhões no ano passado. O crescimento nominal de R$ 18,1 milhões representa uma alta de 65,8% em um ano.
Os valores repassados englobam cotas de participação em campeonatos, premiações, custeio de arbitragem e operações de jogo. Segundo o balanço financeiro da FPF, a receita operacional líquida da entidade também atingiu patamar inédito –foram R$ 119,6 milhões em 2025, contra R$ 115,6 milhões em 2024.
Em nota, a federação afirmou que o foco na subvenção aos times impactou o superavit. Em 2024, o saldo positivo havia sido de R$ 20,8 milhões. Já no ano passado, foram só R$ 148 mil.
“Em relação à queda do superavit comparativamente com 2025, é importante ressaltar que a FPF é uma entidade sem fins lucrativos, cujo trabalho é investir na organização das competições do futebol paulista e nos clubes. Assim, o foco não é nem deve ser superavit, mas, sim, o investimento nos clubes e competições. E o aumento de investimento de 67% de 2024 para 2025 traduz essa essência da FPF”, disse a entidade do futebol paulista.
O RGC (Regulamento Geral das Competições) de 2025 estabelece que os clubes cedam à federação os direitos de negociação e comercialização de imagens no campeonato estadual. Em contrapartida, compete à FPF coordenar as competições, elaborar tabelas e assegurar o cumprimento das normas desportivas.
DESPESAS
Ao comparar os balanços de 2024 e 2025, os custos e despesas operacionais (exceto as despesas financeiras) da Federação Paulista de Futebol saltaram de R$ 108,6 milhões para R$ 133,7 milhões –aumento de R$ 25,1 milhões em 1 ano.
Além do avanço das contribuições e subvenções (+R$ 18,1 milhões), houve alta nos gastos administrativos, que passaram de R$ 26,3 milhões para R$ 32,1 milhões (+R$ 5,8 milhões).
Segundo a auditoria, a entidade revisou a forma como recolhia a Cofins sobre receitas financeiras dos últimos anos e identificou tributos que precisavam ser regularizados. Com isso, além do valor principal do imposto, a FPF teve de registrar também juros, multas e correção monetária referentes a períodos anteriores.
O balanço financeiro é assinado por Silvio Cesar Cardoso, da RSM Brasil Auditores Independentes Ltda. Foi aprovado sem ressalvas. Em nota, a federação classificou o resultado de 2025 como “extremamente positivo”.
Eis a íntegra da manifestação:
“O resultado financeiro da Federação Paulista de Futebol de 2025, aprovado por unanimidade por todos os clubes em assembleia geral, foi extremamente positivo. Aumentamos a receita, alcançando R$ 119 milhões, recorde da história da FPF. A maior despesa foi com subvenção e contribuição aos clubes, que significam investimento direto nos clubes por meio de cotas de participação nos campeonatos, premiações, custeio de arbitragem, operação de jogo, além de diversos serviços que foram absorvidos pela FPF. Nos clubes, investimos R$ 45 milhões em 2025, outro recorde de investimento na história, um crescimento de 65% ante o ano anterior. Todas as demais despesas foram controladas, com crescimento de 4,67% em média, alinhado à inflação do período.
“O irrisório crescimento com despesas com colaboradores foi de 1,91%. Os custos administrativos, com arbitragem e eventos e divulgações representaram o aumento de competições e jogos que a FPF vem promovendo ano a ano. Somente em 2025, batemos 5.801 jogos realizados.
“Em relação à queda do superávit comparativamente com 2025, é importante ressaltar que a FPF é uma entidade sem fins lucrativos, cujo trabalho é investir na organização das competições do futebol paulista e nos clubes. Assim, o foco não é nem deve ser superávit, mas, sim, o investimento nos clubes e competições. E o aumento de investimento de 67% de 2024 para 2025 traduz essa essência da FPF. A perspectiva para 2026 é haver um impacto nas receitas, dada a redução do calendário dos estaduais, mas com uma saúde financeira em dia, garantindo aos clubes investimentos para termos competições rentáveis e organizadas”.