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Flávio diz que Lula faz parte ou é ameaçado pelo PCC e CV

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, nesta 6ª feira (29.mai.2026), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “faz parte” ou “está sendo ameaçado” por facções criminosas. A declaração foi dada durante evento em Curitiba (PR), que marcou o lançamento da pré-candidatura de Sergio Moro (PL-PR) ao governo do Estado.

O ato também reuniu o deputado federal Filipe Barros (PL-PR), pré-candidato ao Senado, e o ex-deputado Deltan Dallagnol (Novo-PR), que também disputará uma vaga na Casa Alta.

Durante o discurso, Flávio associou as declarações de Lula sobre a decisão dos Estados Unidos de classificarem o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações “terroristas” à defesa das facções criminosas.

“Hoje o presidente do Brasil, gente, das duas uma: ou ele faz parte dessas organizações narcoterroristas ou ele está sendo ameaçado por elas”, declarou o senador.

Na sequência, afirmou que, caso a segunda hipótese seja verdadeira, Lula deveria apoiá-lo na eleição presidencial de 2026. “Lula, se for a 2ª opção, é bom você votar no Flávio Bolsonaro, porque eu vou combater eles a partir de 2027”, disse.

A fala foi uma reação ao discurso feito por Lula horas antes, nesta 6ª feira (29.mai), em evento da Petrobras, em Sergipe. O presidente afirmou estar “muito triste” com a decisão anunciada pelo governo norte-americano e disse que PCC e CV já são tratados como “terroristas” pela população brasileira, mas questionou a forma como os EUA vêm tratando o tema.

Lula também afirmou que o Brasil combaterá as facções criminosas internamente e criticou a possibilidade de interferência estrangeira em assuntos relacionados à segurança pública nacional. O petista ainda acusou Flávio Bolsonaro de buscar apoio externo para interferir na política brasileira.

Ao comentar as declarações do presidente, o senador afirmou que Lula estaria tratando os integrantes das facções como “nossos criminosos”. Segundo ele, a fala representaria um desrespeito aos brasileiros que vivem em regiões sob influência do crime organizado.

“O que o Lula fez foi falar para esses 50 milhões de brasileiros que eles não merecem paz, que eles não merecem soberania e que não merecem oportunidade”, declarou.

Flávio também defendeu a classificação das facções como organizações “terroristas” e afirmou que a medida fortalece o combate ao crime organizado por meio de instrumentos internacionais de cooperação, sanções financeiras e monitoramento de atividades ligadas ao tráfico de drogas.

Assista ao discurso de Flávio (16min29s):

APOIO DE JAIR

O discurso do senador foi poucas horas depois de uma reunião com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar em Brasília.

No evento, Flávio revelou ter conversado com o pai. “Hoje de manhã peguei conselhos com um cara que vocês adoram, Jair Messias Bolsonaro”, afirmou.

Segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo, Bolsonaro orientou o filho a explorar politicamente a decisão dos Estados Unidos sobre o PCC e o CV e a concentrar os ataques ao governo Lula na área da segurança pública.

A estratégia indica uma tentativa de reposicionar a pré-campanha presidencial de Flávio em um tema historicamente favorável ao bolsonarismo. Nas últimas semanas, o senador vinha enfrentando desgastes relacionados ao envolvimento com Daniel Vorcaro. 

Com a classificação das facções pelos norte-americanos, a campanha busca recolocar no centro do debate pautas como combate ao crime, endurecimento penal e fortalecimento das forças de segurança. Nesse contexto, o discurso em Curitiba funcionou como uma demonstração prática da orientação recebida de Bolsonaro. 

Ao longo da fala, Flávio repetiu diversas vezes a associação entre o governo Lula e uma suposta interação do presidente com o crime organizado, ao mesmo tempo em que procurou apresentar sua pré-candidatura como alternativa para restaurar a segurança pública.

Além do tema da criminalidade, o senador também fez críticas ao Supremo Tribunal Federal, defendeu a redução da maioridade penal, prometeu ampliar o encarceramento de criminosos e afirmou que a eleição de 2026 será uma escolha entre “o caminho da prosperidade” e “o caminho da violência e da falta de oportunidades”.

O discurso reforça a aposta do grupo político de Jair Bolsonaro em transformar a segurança pública em um dos principais eixos da disputa presidencial de 2026, especialmente depois da decisão dos EUA envolvendo as duas maiores facções criminosas do país.

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