O Grupo Marabraz pediu à Justiça de São Paulo proteção de 180 dias contra cobranças de credores. A varejista quer também a manutenção de serviços essenciais, como fornecimento de água, energia, internet e telefone. O pedido foi protocolado em emenda à petição de recuperação judicial apresentada em 15 de agosto de 2026. As informações são de Guilherme W. Almeida, da Folha de S.Paulo.
A solicitação envolve ainda a suspensão de cobranças, a liberação de recursos financeiros bloqueados e a garantia de acesso a imóveis retomados por locadores para retirada de bens e mercadorias.
Esse tipo de proteção costuma ser concedido automaticamente depois de a Justiça aceitar o pedido de recuperação judicial. Empresas costumam solicitar a antecipação dos efeitos enquanto o Judiciário analisa o pedido de reestruturação.
Serviços essenciais
A Marabraz listou na petição fornecedoras consideradas “indispensáveis ao funcionamento de suas lojas e demais estruturas necessárias à continuidade da operação”. A Redecard, uma das empresas incluídas no pedido, segundo a reportagem, contestou o enquadramento.
A empresa de pagamentos afirmou à Justiça que o contrato com a varejista foi rescindido por inadimplemento acumulado em 25 de novembro de 2025 e que seus serviços não integram a cadeia produtiva do grupo.
A varejista também pede que locadores com ordem de despejo contra o grupo não impeçam o acesso aos imóveis pelo tempo necessário à retirada de bens e mercadorias. A petição inicial traz uma relação de endereços e proprietários afetados.
Entenda o caso
O pedido de recuperação judicial da rede de móveis e eletrodomésticos foi protocolado em 15 de agosto e envolve um passivo de R$ 140,188 milhões, reunindo 5 empresas ligadas à operação da rede. São elas:
- Comercial de Móveis Jordanésia;
- S.V.C. Jaraguá Comercial;
- Comercial Móveis das Nações;
- Comercial Zena Móveis;
- Monta Móveis Prestadora de Serviços.
A Marabraz afirma que enfrenta dificuldades financeiras e de liquidez, mas que sua atividade comercial continua viável. Segundo a companhia, o processo busca reorganizar as dívidas e assegurar a continuidade dos negócios. As lojas permanecem abertas.